quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O que você realmente é, e o que você tenta ser?

Eu não paro de pensar nas loucuras do mundo de hoje, meninas pensando que para a aceitação precisam entrar no manequim 36. Estamos todos assim tão cegos? Rotulando seres humanos como nós por suas roupas, cabelo, peso, altura. Eu evito refletir sobre isso, acabo ficando sem rumo, pensando como as coisas podem ser dessa maneira.
            Todos têm o direito de perder a noção ás vezes, usar aquele cabelo escandaloso, aquela roupa que saiu do armário da sua avó, mas será que em um mundo onde até um ‘’eu te amo’’ é condenado, isso seria aceito?
             Com o passar do tempo, em meio a tanto preconceito, os seres humanos acabaram se fragmentando em tribos e sociedades, onde uma prega ser melhor que a outra. Pessoas tendo que se adaptar ao invés de ser o que realmente são. Dezenas de frustradas tentativas de seguir uma massa não pensante. Não prego o discurso de que todos são perfeitos, acho que todos tem o dever de respeitar seus semelhantes e o direito de mudar quando não estão bem consigo mesmo. Estar bem consigo mesmo é um dos maiores desafios, estamos em uma época onde nos é dito o que vestir, como agir, que seu antigo celular o torna pior do que a pessoa que tem o último lançamento, que uma calça de 400 reais vai tornar você melhor do que os outros. Vivo em uma cidade onde isso é levado ao extremo, pessoas achando que suas roupas e acessórios garantem. Bem me permitam dizer uma coisa sobre essas pessoas, elas estão tão assustadas e inseguras sobre si mesmas que sua única forma de defesa é rebaixar os outros, e da maneira mais idiota, através de bens materiais, e as pessoas que acreditam nisso realmente se sentem inferiores.
            Como não sentir o peso disso, eu realmente não sei, como ficar bem consigo mesmo em um mundo onde não aceitam seu corpo, não aceitam seu cabelo, seu jeito, seus sonhos e esperanças. Quem sabe o erro esteja em nós mesmos, buscando desesperadamente aceitação de nossos pais, irmãos, namorados e namoradas. Além de buscar aceitação nas pessoas de fora, precisamos de nossa própria aceitação, alimentar nosso ego. Exigimos de nós mesmos uma carga absurda de deveres, ser melhor que o outro na sua área ao invés de trabalhar em equipe, ser o melhor aluno, melhor namorado e por ai vai.
            Eu acredito que cada um tem seu tempo, que devemos ajudar uns aos outros, que cada dia é uma jornada nova em que podemos aprender o máximo possível com as pessoas ao nosso redor, e acima de tudo dar tempo a todas, aceitando cada uma do jeito que é, somos TODOS cheios de defeitos, não importa o dinheiro e o status. Temos a oportunidade de aprender com os defeitos dos outros e muitas vezes acabamos apontando e ridicularizando. Pergunto-me, quando aprenderemos a viver como pessoas e parar de viver como escravos da mídia enganadora e de costumes antiquados e preconceituosos?

Apresentando...Eu

        Olá, ainda não tenho leitores, mas futuramente espero ter. Se não almejasse isso nem teria começado, afinal um dos objetivos de criar um blog é expressar suas opiniões, buscar a pergunta para a resposta ''Será que só eu penso assim?''
                  Vejo blog como uma manifestação maravilhosa, o mundo virtual a nosso favor. De seres calados pela opressão, nos tornamos internautas com dedos ferozes, expressando nossa opinião da forma que bem entendermos alguns expressando de forma coerente e de acordo com a realidade do mundo em que vivemos, entretanto alguns se manifestam de uma forma um tanto grotesca. De qualquer maneira, a expressão graças a Deus está ai para todos.
                  Sou um garoto normal, adoro música, leitura, moda, atualidades, política, doutrinas religiosas e me comunicar... ok talvez nem tão normal assim. Sou muito básico quando quero e muito complexo quando preciso. Sei exatamente o mundo em que vivo e o mundo em que não vivo e todos os mundos que eu poderia viver, às vezes misturo os mundos e acabo ficando indeciso em meio de tantas possibilidades, porém eu sou assim, indeciso, mas não perdido. Vejo o mundo de uma forma única, a minha, que mesmo parecida com a de muitas pessoas nunca vai ser igual, e vice-versa.
                      Por hoje era isso, vamos ver o que o tempo me reserva...